quinta-feira, 6 de maio de 2010

Quando é preciso romper com a serenidade, só é possível para quem conhece o caminho de volta. Tenho que conhecer meu silêncio para ter direito ao grito.
Abandonar a intuição, defesa sutil e doce que me faz um tanto mais delicada nessa fuga combatente das rasteiras, não é a melhor solução.
Acho que tanto mais amor eu reconheço em mim, mais incompleta na verdade eu me torno. Já que ele pede, ele busca, ele não se satisfaz e se basta.
Gosto de ter defeitos, eles também me qualificam, também me determinam. Amor demais não é defeito. Essa incompletude também não, sequer é do meu domínio. Mas a minha insatisfação crônica e a minha ignorância em não me aprender nos meus limites, acho que é.
Eu não a perdi para sempre. Acho que nunca perdi alguém para sempre. Mas perder aos poucos parece muitos mais doloroso.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

"e ser só metade é ser só..."


Olho no olho. Encara as burrices impetuosas e recomeça que é assim mesmo.
Não vou hesitar quando me perguntarem em que pé estamos; eu sei que é o nosso milésimo passo, e que estamos indo em frente. Pronto. Não quero saber de mais nada, onde vamos chegar, se é melhor assim... É melhor agora.
Para de negar tuas fraquezas, e melhor, não as encare dessa forma, são respostas para as tuas dúvidas, fraqueza mesmo é covardia, então se rende a essa coisa indomável que nem teu orgulho suporta.
A nossa recompensa é imediata. Sorrio só de te ver, sou feliz só de te ter.
Penso nessas reconstruções que fazemos de nós quando pensamos que a caminhada terminou, surpreendemos nossas certezas, traímos nosso orgulho imbatível aparente, mas não traímos esse sentimento, essa pequena força que nos leva. Ainda somos surpreendidos por ela...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

en[canta]mento


Um retrato fiel de felicidade, esse encantamento profundo, é cantar, com a garganta livre, tão alto, que só se escute a própria voz desafogando as palavras como elas espalhassem pelo ar a verdade!
Cantei uma escolha, cantei uma conquista.
Recolher boas lembranças e movimentar as sensações é efeito desse cantar livre, cantei sorrindo, explodiu essa breve maravilha em mim.
Um dia que acaba completo, desenha o rastro de uma vida melhor.
De encantamentos quero rebentar.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

e esses momentos


Mas há também a hora da volta por cima, uma sede de vencer toda a dor, não só crescer aos olhos do mundo, mas deixar o mundo crescer aqui dentro, e alimentar as forças, e desabrochar minhas verdades.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ah! esses momentos...



As respostas são as faltas, que saudade sofrida de uma paz dentro de mim. Coração débil, cheio de feridas me ardendo o peito; há esses momentos em que os passos cessam, pára o tempo, paira a desesperança...


“Só um pensamento me oprime: que acontecimentos o destino reservará a um morto se os vivos respiram uma vida agonizante? E a minha angústia cresce ao sentir, na sua plenitude, que a minha capacidade de amar, discernir as coisas, é bem superior à dos seres que por mim passam assustados.”
“O pirotécnico Zacarias” - Murilo Rubião

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

os vícios da alma humana

"como beneficiariam certas pessoas
se conseguissem afastar-se de si mesmo!"

Sêneca

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

E os caminhos, onde estão?


Não tenho medo da traição, tenho medo da falta de amor. Não é medo dos erros, mas da falta de esperança que fica. O remédio para qualquer coisa é acreditar, falíveis, como humanos que somos, temos muitas peças do quebra-cabeça para encaixar, muitas tentativas para falhar, mas acreditando e sendo fiéis aos nossos íntimos e sinceros sentimentos, é que chegamos o mais perto da nossa paz de espírito, quem sabe do verdadeiro caminho...
ps: ontem me fiz essa pergunta: E os caminhos, onde estão? Parece que estou caminhando para a resposta...
Os textos deste blog são de minha inteira autoria, excetuando eventuais publicações de autoria de terceiros que são devidamente reconhecidas.
Agradeço, de coração, a visita !



Cinthia Freitas